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Maria Dulce Almada Duarte

 

(São Nicolau, 20.Agosto.1933 – Praia, 19.Agosto.2019)

 

 

O Crioulo foi durante séculos a única língua falada em Cabo Verde

 

Investigadora e Intelectual de nomeada, foi das primeiras mulheres cabo-verdianas, se não a primeira, a debruçar-se sobre o Crioulo, defendendo em 1958, como trabalho de fim de curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a tese Cabo Verde: contribuição para o estudo do dialecto falado no seu arquipélago, publicado pela Junta de Investigações do Ultramar, Centro de Estudos Políticos e Sociais, Lisboa, 1961.

 

 

Cabo Verde: contribuição para o estudo do dialecto falado no seu arquipélago

 

 

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A anteceder Dulce Almada, só Baltasar Lopes da Silva (São Nicolau, 1907 – 1989) tinha realizado um estudo de linguística científica sobre o crioulo de Cabo  Verde, de que resultou a publicação O Dialecto Crioulo de Cabo Verde, editado pela Junta das Missões Geográficas e de Investigações do Ultramar, Centro de Estudos Politicos e Sociais, Lisboa, 1957.

 

De regresso a Cabo Verde, Dulce Almada foi professora de Português, Francês e Literatura Portuguesa no então Liceu Gil Eanes. Aderiu à luta para a independência de Cabo Verde e em 1963 foi enviada pelo PAIGC para Argel. Foi Combatente de Liberdade da Pátria.

 

Após a independência, Dulce Almada trabalhou em diferentes departamentos governamentais tendo sido Directora de Gabinete de Estudos, Directora do Património Cultural e Directora-Geral da Cultura no Ministério da Educação e Cultura. De 1988 a 1990 foi docente de História e Cultura Cabo-verdianas na então Escola de Formação de Professores do Ensino Secundário.

 

 

Bilinguismo ou Diglossia?

 

 

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Concentrando-se na sua disciplina original em língua românica e linguística, Dulce Almada participou e apresentou inúmeras comunicações em congressos, colóquios, encontros e mesas redondas em Cabo Verde, Brasil, Egipto, Senegal, França Guiné-Bissau, Cuba, Índia e Coreia.

 

Reuniu no livro Bilinguismo ou Diglossia?, publicado em  1998, alguns dos seus principais ensaios, elaborados entre 1977 e 1994, designadamente, “Em Cabo Verde, a vida decorre em Crioulo”, “Crioulo de Cabo Verde: sua génese, sua evolução”, “A problemática da utilização das línguas nacionais: língua, nação identidade cultural”, “A história de escrita em Cabo Verde”, “Uma nova pedagogia do ensino do português”, “Ensino e aprendizagem do crioulo, língua materna”.

 

Uma homenagem e um preito de gratidão à Dra. Dulce Almada Duarte.

 

 

NB :  "Cabo Verde chora Dulce Duarte figura de proa da cultura caboverdiana. Entrevista à RFI.fr

 

Manuel Brito-Semedo

 

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