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O Percurso Identitário Cabo-verdiano

Brito-Semedo, 7 Abr 15

 

Identidade Nacional.jpg

 

Cabo Verde, antes mesmo de se assentar como Estado, “constituiu-se em Nação à revelia do colonialismo”, usando a expressão de Gabriel Mariano (1991).

 

Juntamente com a constituição da Nação cabo-verdiana, facto mais ou menos consciente entre a elite letrada, dá-se início ao processo de construção da identidade nacional.

 

A sociedade cabo-verdiana tem uma história, no decurso da qual emergiu uma identidade específica.

 

As etapas desse processo foram determinadas por momentos de crise socio-económica e político-ideológica, que podem ser observadas em momentos determinados de crise:

 

A primeira crise ocorreu nos finais de mil e oitocentos, com a ideia propalada da venda das colónias, que representou o culminar da falta de interesse e do abandono secular de Portugal sentidos pela população;

 

A segunda crise aconteceu em mil e novecentos, mais precisamente, nos inícios de trinta, com a decadência do Porto Grande, na decorrência de uma crise económica mundial, e o estabelecimento do Estado Novo;

 

A terceira crise deu-se nos finais da década de cinquenta de mil e novecentos, com a fundação de movimentos nacionalistas nas colónias e do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), aliada a uma profunda crise interna do regime de Salazar.

 

A quarta crise emergiu com a independência nacional, em 1975, sob o auspício do Partido Africano de Independência Nacional (PAIGC), o Partido de Cabral, abrindo caminho para a implementação do projecto da “africanização dos espíritos”.

 

A quinta crise aconteceu com a abertura ao multipartidarismo e, consequentemente, com o Movimento para a Democracia (MpD), nos inícios da década de noventa, com mudanças profundas na sociedade cabo-verdiana e com o questionamento dos valores até então defendidos, com aproximação da Europa em detrimento da África.

 

 [...]

 

 

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