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Rapa, Tira, Deixa e Põe

Brito-Semedo, 29 Jan 16

 

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Para o Amigo Mário Silva, Rapaz do meu tempo

 

 

A política cabo-verdiana está a parecer o jogo infantil do Rapa em que o Governo dispõe de uma mãozada de feijões, põe o piãozinho do Partido a rodar e é o que o Chefe quiser: Rapa, Tira, Deixa e Põe.

 

O Jogo do Rapa, que se crê ter por origem no Dreidel, um jogo tradicional judaico, é ou foi um jogo infantil tradicional muito popular em Portugal.

 

Para se jogar ao Rapa é necessário um pião em madeira de quatro faces, um piorra (um pião muito pequeno), e um punhado de feijões, pedras, moedas ou o que se quiser.

 

As regras do jogo são simples. Para começar, cada um dos jogadores coloca em jogo um feijão. E, à vez, cada um vai jogando o dado. O T é de Tira e o jogador tira um feijão. O D é de Deixa e tudo fica igual. O P é de Põe e o jogador deve colocar no meio mais um feijão. O R, claro, é de Rapa e o jogador rapa o jogo, ou seja, recolhe tudo.

 

A verdade é que o Jogo do Rapa fazia com que muitos miúdos se sentissem milionários com um punhado de feijões.

 

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Embora o Jogo do Rapa não tenha sido muito praticado na Província Ultramarina de Cabo Verde, era conhecido por cá porque figurava nos manuais escolares (únicos para todo o império português) e alguns professores metropolitanos ensinava-o aos seus alunos, que os praticava nos recreios e nas suas brincadeiras.

 

O que está a ser prática na política cabo-verdiana hoje mostra que o Governo conhece bem o Jogo do Rapa e tem um piorra partidário.

 

O jogador dispõe de uma mãozada de feijões, põe o piãozinho a rodar e é o que Deus quiser, ou melhor, é o que o Chefe quiser: Rapa, Tira, Deixa e Põe.

 

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