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Como vivi o 5 de Julho de 1975

Brito-Semedo, 3 Jul 20

 

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Frequentemente, nas efemérides marcantes para a história de Cabo Verde, como a independênica nacional ou mesmo o 25 de Abril de 1974, pedem-me um depoimento querendo saber onde eu estava nesse dia. Escuso-me sempre dizendo que não tenho nada de relevante para contar e que essas datas passaram-me ao largo. Convenhamos, o 45.º aniversário de Cabo Verde independente, coincidindo com o 45.º aniversário do meu filho primogénito, a ser celebrado em Novembro, merece uma evocação e uma celebração.

 

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O Expresso das Ilhas comemora os 60 anos do Suplemento Cultural ao Cabo Verde Boletim de Propaganda e Informação e assinala o Dia Nacional da Cultura, celebrado a 18 de Outubro, com uma edição fac-similada do referido Suplemento.

 

No campo literário e científico, o Cabo Verde Boletim de Propaganda e Informação (Praia, Outubro 1949 a Julho-Setembro 1963) fez História. Todos, ou quase todos os intelectuais cabo-verdianos colaboraram nele. E não se limitaram a escrever textos literários. Escreveram sobre linguística, sociologia, arte e História de Cabo Verde. Promoveram-se concursos que revelaram novos valores das letras e do jornalismo cabo-verdiano, basta dizer que foi no Cabo Verde que fizeram a sua estreia literária na imprensa escritores como Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Jorge Pedro Barbosa e Francisco Lopes da Silva, só para citar alguns entre dezenas de outros que, ao longo dos anos, ir-se-iam revelando nas páginas do boletim.

 

Para comemorar a entrada do Cabo Verde no décimo ano da sua publicação, um grupo de estudantes universitários em Lisboa e Coimbra reuniu uma série de trabalhos para um Suplemento Cultural. Faziam parte desse grupo Aguinaldo Brito Fonseca, Francisco Lopes da Silva, Gabriel Mariano, Ovídio Martins, Carlos Alberto Monteiro Leite, José Augusto Monteiro Pinto, Sylvia Crato Monteiro, Terêncio Anahory e Yolanda Morazzo.

 

Uma nota-manifesto de abertura, assinada por Carlos Alberto Monteiro Leite, dá conta da determinação desses jovens: “Com a publicação deste suplemento, de que agora aparece o 1.º número, também queremos acender, com o maior alvoroço, um farol nos mares das nossas Ilhas, dando sinal à navegação de que estamos vivos e atentos”.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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