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Primeiro Escritor Cabo-verdiano

Brito-Semedo, 10 Jan 19

 

Layout Porto Memória.jpg

 

“Estou a vê-lo, bem presente, tez alourada, cabelo castanho claro e anelado, olhos da côr de certos topázios, tristes e vagos, a inseparável luneta, o chapéu de côco e o também inseparável fraque, a bengala de cerejeira e as botas fortes...”

 

– José Lopes, "Guilherme Dantas", in Vida Contemporânea, Junho.1935

 

 

Guilherme da Cunha Dantas pode ser considerado o primeiro escritor cabo-verdiano. O facto de ter nascido e morado quase toda a vida em Cabo Verde (Brava, 1849 – Santiago, 1888), o período de produção literária, a quantidade, qualidade e diversidade da sua obra, que trazem como referência a sociedade e a cultura do arquipélago, são factores que assim o atestam (na época, no sentido regional).

 

É interessante mencionar dois autores mais antigos, mas que não se enquadram efectivamente na definição escritor(a) cabo-verdiano(a): Antónia Gertrudes Pusich (São Nicolau, 1806 – Lisboa, 1883), não apresenta as mesmas características de Guilherme Dantas. Embora nascida em Cabo Verde, cedo foi viver para Portugal tendo-se integrado na vida literária e social da metrópole, não fazendo das ilhas tema da sua obra; e José Evaristo d’Almeida (Portugal, sec.XIX – Guiné-Bissau, séc.XX), autor do romance de temática cabo-verdiana O Escravo, publicado em Lisboa em 1856, que viveu apenas alguns anos em Cabo Verde e a obra restringe-se a esse romance e mais dois poemas onde o arquipélago está presente.

 

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Escritores Seiscentistas

Brito-Semedo, 15 Nov 18

 

Porto Memória.jpeg

 

 

Com o Falucho ancorado na baía baloiçando, baloiçando…, o marinheiro-cronista desembarca no "Porto Memória".

 

Esta é uma nova página quando surge a consciência nacional de que é preciso promover o livro e estimular e criar o gosto pela leitura, com projectos de dinamização de Bibliotecas Escolares, criação de uma Rede de Bibliotecas Municipais e elaboração de Planos Municipais de Leitura e Plano Nacional de Leitura.

 

“Porto Memória” vai ser um espaço onde se irá evocar figuras das letras cabo-verdianas, apresentar e sugerir livros e lançar pistas de leitura.

 

Depois do navegar é preciso, recordar é preciso ler é preciso!

 

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