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Autor de dezoito títulos – de que se destaca, O Meu Poeta (1989); O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991); A Ilha Fantástica (1994); Os Dois Irmãos (1995); Estórias de dentro de Casa (1996); Estórias contadas (1998); As memórias de um espírito (2001); O mar na Lajinha (2004); De Monte Cara Vê-se o mundo (2014); Regresso ao Paraíso (2015) e O Fiel Defunto (2018) – Germano Almeida é Prémio Camões 2018, o segundo escritor cabo-verdiano a ganhar esse prémio, atribuído anteriormente a Arménio Vieira, em 2009. A sorte dá muito trabalho!

 

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 Foto Rosa de Porcelana Editora

 

 

Quando criança, e jogávamos à bola, era tudo muito básico e as regras simples e práticas.

 

A começar, a bola era feita de bexiga de tchuque (porco) ou de meia enchida com trapos. Só muito depois é que chegaram as bolas de borracha e, posteriormente, as de cauchut (couro), mas essas já não são do meu tempo, mas do tempo dos meus filhos, se bem que nunca lhes tenha oferecido uma bola e já, já, poderão deduzir o porquê disso.

 

A constituição das equipas de futebol era de escolha baseada na habilidade ou no mérito de cada um. Dois adversários, normalmente os mais velhos, escolhiam os seus elementos na base de ora sou eu, ora és tu, dos melhores para os mais lofas, os menos bons, assim sucessivamente, até terminar, formando “DÔS” equipas. Eu, coitado, que era dos piores, ficava sempre para o fim, ou sobrava quando os “jogadores” disponíveis eram em número ímpar.

 

As regras, essas, eram as mais elementares e de acordo tácito. Eram “cinco trocada, dez acabada”, ou seja, quando uma equipa metia cinco golos trocava de baliza e de campo. O jogo incluía rasteiras, ponta pés na canela e fazer rabiquice, malandrice. O jogo acabava quando uma das equipas metia dez golos. Prático, né?!

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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