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O centro do mundo: Escrevendo de CV

Brito-Semedo, 25 Mai 20

 

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Imagem: Hélder Paz Monteiro(in) ver (tido) reflexo, 2018. Cortesia da artista.

 

 

Nossa edição de maio de 2020 é a nossa primeira dedicada à literatura de Cabo Verde, uma nação do arquipélago na África Ocidental cuja cultura incorpora influências portuguesas e africanas. Os nove textos aqui, incluindo a nossa primeira peça do crioulo cabo-verdiano, exploram a ocupação simultânea de Cabo Verde do centro e das margens do mundo. Manuel Brito-Semedo traça os contornos da cultura literária cabo-verdiana; em poesia e prosa, respectivamente, os vencedores do Prêmio Camões, Arménio Vieira e Germano Almeida, relatam a descoberta de entendimentos mais profundos do país e do eu, em Lisboa e na ilha de Boa Vista; Fátima Bettencourt sonha com o fim do mundo; Dina Salústio descreve o desejo de uma cidade de fazer seu nome; Luís Romano conta uma história de riqueza em trapos; Filinto Elísio acena para a lenda do jazz Horace Silver ' s Cabo-verdiano origina e pondera a linha entre existente e não. Com traduções de Anna Kushner, David Shook, Eric MB Becker, Jeff Hessney, Jethro Soutar e Nina Perrotta. (ver Revista Words Without Borders, Maio 2020).

 

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Duas décadas de escrita ficcional

Brito-Semedo, 28 Fev 20

 

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Lançado o mais recente romance de Germano de Almeida, O Último Mugido, título que dá continuidade a O Fiel Defunto (2018).

 

Pretexto para um breve balanço sobre a escrita ficcional cabo-verdiana deste Séc. XXI.

 

“Importa-me que Cabo Verde tenha uma alma, sim, e que nela caibam o som vigoroso e louco do vento no deserto ou o livre e mágico sopro da brisa batendo no coração do mar ou ainda a alegria sincopada de olhares se conhecendo.

 

Apraz-me que nessa alma caibam o choro, a compaixão, o prazer, a justiça. Que nela caibam todas as gentes, todas as cores, todos os sons livres, as nossas falas em risos, danças ou dores, e as falas do mundo e os seus silêncios. E o sopro da chuva.

 

Mas sabe, na verdade o que me interessa mesmo é que Cabo Verde seja a nossa alma”.

 

Dina Salústio, Filhos de Deus, 2018

 

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