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1. A modéstia do escritor e jornalista Nuno Rebocho levou-o a justificar, logo nas primeiras páginas do livro, porque se abalançou na abordagem de assuntos e temas que são “naturalmente” reservados aos investigadores da área da História e da Antropologia. Na verdade, as coisas não são bem assim, e ainda bem, porque se se puser de lado as dissertações e teses, elaboradas para obtenção de graus académicos, praticamente não há produção de conhecimento sobre a História ou qualquer outra área das Ciências Sociais. E se a investigação é feita, fica restrita aos meios e às publicações universitárias, praticamente inexistentes, e, portanto, sem chegar ao conhecimento do grande público.

 

Apesar de haver em Cabo Verde dez instituições de Ensino Superior, entre universidades e institutos, continua-se a contar pelos dedos das mãos as pessoas que se dedicam de forma sistemática à investigação e à publicação. Aliás, só se compreende o desmantelamento da equipa de elaboração da “História Geral de Cabo Verde” e a sua absorção pela máquina burocrática do Estado, depois de um forte investimento e de aquisição de um significativo know-how, por uma falta grave de estratégia e de política.

 

Num país como o nosso, com uma história extensa e riquíssima, causa estranheza esta pobreza franciscana na área da investigação e das publicações, daí saudar veementemente o aparecimento deste livro e com esta qualidade.

 

 

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 Foto Rosa de Porcelana Editora

 

 

Quando criança, e jogávamos à bola, era tudo muito básico e as regras simples e práticas.

 

A começar, a bola era feita de bexiga de tchuque (porco) ou de meia enchida com trapos. Só muito depois é que chegaram as bolas de borracha e, posteriormente, as de cauchut (couro), mas essas já não são do meu tempo, mas do tempo dos meus filhos, se bem que nunca lhes tenha oferecido uma bola e já, já, poderão deduzir o porquê disso.

 

A constituição das equipas de futebol era de escolha baseada na habilidade ou no mérito de cada um. Dois adversários, normalmente os mais velhos, escolhiam os seus elementos na base de ora sou eu, ora és tu, dos melhores para os mais lofas, os menos bons, assim sucessivamente, até terminar, formando “DÔS” equipas. Eu, coitado, que era dos piores, ficava sempre para o fim, ou sobrava quando os “jogadores” disponíveis eram em número ímpar.

 

As regras, essas, eram as mais elementares e de acordo tácito. Eram “cinco trocada, dez acabada”, ou seja, quando uma equipa metia cinco golos trocava de baliza e de campo. O jogo incluía rasteiras, ponta pés na canela e fazer rabiquice, malandrice. O jogo acabava quando uma das equipas metia dez golos. Prático, né?!

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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