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Recordando Orlanda Amarilis

Brito-Semedo, 16 Mar 19

 

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Foto de Orlanda Amarílis, datada do Verão de 1993, feita em Vales, Algarve.

 

No verso dessa foto, ela lamenta-se pela morte do marido:

 

"Ainda não acabara o luto exterior [ele morrera recentemente, em 1992] e no meu coração só irá prevalecer o sentimento de perda absoluta do meu Manila, meu companheiro, o melhor amigo da minha vida, o meu marido até à morte. Nada vai ser como dantes. As nossas férias no Algarve, o nosso dia a dia, sempre juntos. Não tenho com quem desabafar, a minha solidão acompanha-me e sinto que o meu luto interior irá acompanhar-me até ao fim da minha vida. Nesta casa tivemos muitos momentos de alegria ocasionados por pequenos factos do nosso dia a dia. Nada mais vai acontecer. Permanece a saudade, só a saudade."

 

Fonte: Joaquim Saial

 

 

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Layout Porto Memória.jpg

 

Certreza 1.jpegHomenagem a Arnaldo França, co-fundador e guardião da memória da Certeza

 

 

Ao longe

Na distância da manhã por vir,

Na indecisão das camuflagens

E do rumor da guerra,

Há agonias esbatidas no negro-fumo

Da pólvora,

Dos homens que se batem.

Áquem, é a luta na retaguarda!

 

...................................................

 

Há a guerra dos nervos destrambelhados:

A guerra que ficou em nós

Das notícias de guerra!

E há noites incalmas

de almas

que escrevem poemas

aos poemas dos nossos nervos em guerra.

 

...................................................

 

– Guilherme Rocheteau, “Panorama”

in Certeza n.º 1, Março.1944

 

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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